26/12/2011

Já que é Natal...


O Peru

Peru é o nome comum dado às aves galiformes do gênero Meleagris com variantes selvagens e domesticadas, originária das Américas (México e sul dos Estados Unidos).

Dizem que foi Cristóvão Colombo quem, pela primeira vez na história, fez referência ao peru. Consta que o navegador chegou à América nos idos de 1492, mas pensou ter chegado às Índias e, certo disto, deu o nome de galo da índia a uma ave robusta encontrada em território americano.

A história registra também que a ave tinha excelente padrão gastronômico e por isso foi servida em banquete, em 1549, à rainha Catarina de Médicis e, desde então, teve sua fama espalhada pelas cortes européias, passando a ser símbolo de iguaria para grandes ocasiões. Reza, ainda, a história que o sucesso desta ave se deve, em grande parte, aos jesuítas, que começaram a criá-la em larga escala ao redor do mundo.

O peru também está associado à história americana, pois os primeiros colonizadores a chegar à América do Norte ali encontraram essa ave em grande quantidade, logo a transformando em rica fonte de proteína de suas refeições. Há registros de que esses colonizadores plantavam milho e, com o advento dessa agricultura em escala, os perus passaram a se multiplicar rapidamente, tornando-se praga nos milharais. A saída encontrada pelos peregrinos foi organizar caçadas ao peru e, assim, surgiram as festas coletivas onde a ave aparecia como assado principal, dos mais apreciados. Essas festas logo se transformaram em ritual de agradecimento a Deus pelas colheitas e assim teria surgido nos Estados Unidos o Thanksgiving Day, ou Dia de Ação de Graças.

15/10/2011

15:10 - Dia do Professor.

O Dia do Professor é comemorado no dia 15 de outubro.
Mas poucos sabem como e quando surgiu este costume no Brasil.
No dia 15 de outubro de 1827 (dia consagrado à educadora Santa Tereza D’Ávila), D. Pedro I baixou um Decreto Imperial que criou o Ensino Elementar no Brasil. Pelo decreto, “todas as cidades, vilas e lugarejos tivessem suas escolas de primeiras letras”. Esse decreto falava de bastante coisa: descentralização do ensino, o salário dos professores, as matérias básicas que todos os alunos deveriam aprender e até como os professores deveriam ser contratados. A idéia, inovadora e revolucionária, teria sido ótima - caso tivesse sido cumprida.

Mas foi somente em 1947, 120 anos após o referido decreto, que ocorreu a primeira comemoração de um dia dedicado ao Professor.

Começou em São Paulo, em uma pequena escola no número 1520 da Rua Augusta, onde existia o Ginásio Caetano de Campos, conhecido como “Caetaninho”. O longo período letivo do segundo semestre ia de 01 de junho a 15 de dezembro, com apenas 10 dias de férias em todo este período. Quatro professores tiveram a idéia de organizar um dia de parada para se evitar a estafa – e também de congraçamento e análise de rumos para o restante do ano.

O professor Salomão Becker sugeriu que o encontro se desse no dia de 15 de outubro, data em que, na sua cidade natal, professores e alunos traziam doces de casa para uma pequena confraternização. Com os professores Alfredo Gomes, Antônio Pereira e Claudino Busko, a idéia estava lançada, para depois crescer e implantar-se por todo o Brasil.

A celebração, que se mostrou um sucesso, espalhou-se pela cidade e pelo país nos anos seguintes, até ser oficializada nacionalmente como feriado escolar pelo Decreto Federal 52.682, de 14 de outubro de 1963. O Decreto definia a essência e razão do feriado: "Para comemorar condignamente o Dia do Professor, os estabelecimentos de ensino farão promover solenidades, em que se enalteça a função do mestre na sociedade moderna, fazendo participar os alunos e as famílias".


Fontes:
Site www.diadoprofessor.com.br
Site www.unigente.com
Site www.portaldafamilia.org 

Dia do Professor em outros países:

Estados Unidos: National Teacher Day - na terça-feira da primeira semana completa de Maio.

World Teachers’ Day - UNESCO e diversos países - 5 de Outubro

Tailândia - 16 de Janeiro

Índia - 5 de Setembro

China - 10 de Setembro

México - 15 de Maio

Taiwan - 28 de Setembro

Argentina - 11 de Setembro

Chile - 16 de Outubro

Uruguai - 22 de setembro



Leia mais: Origem do Dia dos Professores http://mensagensepoemas.uol.com.br/profissoes/professores/origem-do-dia-dos-professores.html#ixzz1aqfdcbuR

17/07/2011

CONVITE:

Para quem deseja entender os meandros da política brasileira.

24/06/2011

CHE GUEVARA & FUTEBOL?


Considerado uma das figuras mais importantes do século XX, o líder revolucionário Ernesto “Che” Guevara continua propagando seu legado décadas após sua morte. Com as ideias e ensinamentos socialistas do médico, um grupo de pessoas na pequena cidade argentina de Jesús María, a 50km de Córdoba, província onde o guerrilheiro viveu dos dois aos 19 anos, fundou há quatro um time de futebol: o Club Atlético, Social y Deportivo Ernesto Che Guevara.
- A ideia é integrar através do futebol crianças e jovens de todas as classes sociais para ajudar na formação delas como pessoas, reforçando valores pregados por Che como solidariedade e dignidade – contou Mónica Nielsen, presidente do clube de Córdoba, uma das sedes da Copa América 2011 e que receberá dois jogos da Seleção Brasileira (Paraguai, dia 9 de julho, e Equador, dia 13).

Ao todo, mais de 100 crianças e adolescentes, em categorias que vão desde o sub-10 até sub-16, defendem com orgulho a camisa do clube que, obviamente, conta com a famosa fotografia de Che Guevara feita por Alberto Korda na década de 60 e que se tornou um ícone pop.
- Era inevitável usar sua imagem, tanto no corpo do uniforme, quanto no escudo. Também fizemos questão de colocar a célebre frase “Hasta la victoria siempre!”. Mas também fizemos isso porque muita gente comprava camisas com a imagem de Che apenas para consumo e nada mais. Nossa ideia é que os pequenos usem a camisa e sigam as convicções de Che, sua luta, de sua entrega por um mundo melhor e com justiça social para todos – salientou Mónica, de 51 anos, que cuida de maneira voluntária a administração do clube com ajuda de pais e parentes dos meninos do elenco, em uma gestão semelhante a uma ONG sem fins lucrativos.

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20/05/2011

Já se viu baleias na baía de Guanabara!

Quando os primeiros colonizadores chegaram no Rio de Janeiro, encontraram uma terra desconhecida, a qual reservaria muitas surpresas. Um dos acontecimentos a causar maior admiração foi a presença, na baía de Guanabara, de grande número de baleias, voltando anualmente para se reproduzir.

Grande cobiça causaram os cetáceos, pois seu tamanho descomunal poderia abastecer a comunidade por vários meses, o que seria oportuno, pois a produção local ainda engatinhava. Um belo dia, durante o governo de Afonso de Albuquerque, (1608-1613), uma baleia encalha em frente o Convento do Carmo, que então ficava à beira-mar (ainda não existia a Praça XV). Todos correram para obter seu quinhão do animal, e um dos produtos extraídos foi o óleo, conhecido como azeite de peixe, com o qual os cariocas puderam iluminar seus candeeiros por dois anos.

Pesca de Baleias
Pesca de baleias nas límpidas águas da Guanabara do século XVIII

Como as baleias ocorriam em vários pontos da costa brasileira, e a comercialização do azeite se mostrava altamente lucrativa, a coroa portuguesa estabeleceu monopólio sobre o produto mediante regime de contratação, segundo o qual um particular arrematava o privilégio de explorar a atividade através de pagamento de taxa. No Rio, o primeiro contrato ocorreu provávelmente na década de 1630, e a produção de azeite de baleia seguiu séculos afora como atividade próspera. O primeiro depósito do produto ficava onde foi a rua General Câmara (lado esquerdo da av. Presidente Vargas), próximo ao mar, transferido posteriormente para a Travessa do Comércio. Outro foi construído em 1680 na Misericórdia, cujos vestígios foram encontrados quando os últimos imóveis deste bairro foram destruídos, após o desaparecimento do Morro do Castelo.

A indústria da pesca das baleias também impulsionou a colonização da região de Niterói, pois a administração determinou que o estripamento dos animais fosse feito longe da cidade, pelo mau cheiro e medo das possíveis moléstias associadas a essa atividade. Para essa finalidade foi criada, do outro lado da baía, a Armação de São Domingos, que por muito tempo esteve envolvida nesse comércio.

A pesca intensiva por todo litoral levou a uma diminuição do número dos animais, mas, ainda no século XIX, sua presença viabilizava a indústria. Dois acontecimentos vindouros, contudo, decretariam seu declínio. Enquanto a navegação era movida pela força dos ventos ou remos, as baleias continuavam vindo, oferecendo-se quase que graciosamente ao sacrifício. Mas a chegada dos primeiros navios a vapor as afastou definitivamente. O barulho gerado por essas máquinas era intolerável, e todos os locais que estas frequentavam foram riscados do mapa. A seguir, em 1854, graças à iniciativa do Barão de Mauá, é inaugurada a iluminação a gás, um progresso inacreditável, que relegou ao passado os lampiões a óleo de baleia com sua luz baça.

Assim, os pobres animais puderam ter certo alívio, apesar de sua exploração continuar no mundo todo. Hoje em dia, tanto as baleias quanto os golfinhos, outro símbolo da Guanabara, até fazendo parte de sua bandeira, poucas chances teriam na baía, com suas águas saturadas por todo tipo de poluição, industrial e de esgotos, além de lixo flutuante e óleo. Espera-se que o programa de despoluição da baía, que ocorre há anos, seja algum dia capaz de produzir resultados palpáveis, e possibilitar o reflorescimento da vida animal, como os livros de história mostram já ter ocorrido no passado.
 
Para ver outras postagens sobre o Rio de antigamente, clique no título.
FONTE: JB - http://www.jblog.com.br/rioantigo.php

16/05/2011

A pobreza e a cor da pobreza

Lembrando o 13 de maio!

Os negros têm a oferecer suas estratégias de resistência ao racismo, que, desde o período colonial, interpôs obstáculos à afirmação da humanidade

Em “Leite Derramado”, mais recente romance de Chico Buarque, há um personagem que, ao se referir com ironia ao radicalismo de seu avô abolicionista, afirma que ele “queria mandar todos os pretos brasileiros de volta para a África”.

Nessa visão, abolicionismo radical equivalia a se livrar dos negros. De todo modo, após 1888, as elites brasileiras irão se comportar como se os libertos, que as serviram por quase quatro séculos, não estivessem mais aqui. Mas estavam, e por sua própria conta.

No início do século 20, eram frequentes os prognósticos sobre o desaparecimento da população negra, que supostamente não sobreviveria ao século.

Ao mesmo tempo em que se criticavam as soluções de laboratório defendidas pelo ideário eugenista, em voga aqui e em muitos países, também se apostava no embranquecimento via miscigenação.

Mais tarde, ao se debruçar sobre os resultados do Censo de 1940, Guerreiro Ramos considerou “patológico” o desequilíbrio nas respostas ao quesito cor, tendentes, em sua esmagadora maioria, a sobrevalorizar a cor branca.

Na contramão dessa tendência, os dados censitários de 2010, há pouco divulgados, confirmam o que já se delineava no Censo de 2001: iniciativas de valorização da identidade, com origem nos movimentos negros e hoje em processo de institucionalização, asseguraram a maioria negra em uma população que ultrapassa 190 milhões de brasileiros.

Nesse longo percurso de afirmação, as mudanças não se limitaram a uma percepção de si mais positiva, exclusiva dos afro-brasileiros.

A consciência negra avançou em conexão íntima com a consciência social como um todo. Não se trata, portanto, da mera substituição de um segmento populacional dominante por outro, mas do reconhecimento de que os valores do pluralismo ajudam em muito a consolidar nosso processo democrático.

Contudo, ainda persistem dificuldades a serem enfrentadas.

Hoje, temos uma sólida base de dados, que mostra reiteradamente que mulheres e homens negros estão entre os brasileiros mais vulneráveis, numa proporção muito maior do que sua presença relativa na população total.

Por isso, a priorização da erradicação da pobreza extrema pelo governo da presidenta Dilma abre possibilidades inéditas de abordar rica e diversificada experiência humana, que ainda precisa ser considerada em toda a sua amplitude.

O sucesso das iniciativas de combate à pobreza extrema requer a reversão de imagens negativas, a superação de práticas discriminatórias e o redimensionamento dos valores de cultura e civilização que, afinal, contra todas as expectativas, garantiram a continuidade dos descendentes de africanos no país.

Quando o assunto é superação da pobreza extrema, é justo supor que os negros tenham algo a dizer.

Segmentos empobrecidos de outros grupos raciais também o terão, é certo. Mas os negros têm a oferecer suas estratégias de resistência ao racismo, que, desde o período colonial, interpôs obstáculos ideológicos e culturais à afirmação plena de sua humanidade - a base das desigualdades de renda e de oportunidades que ainda vivenciam.

Assim, no atendimento a direitos básicos que articulam renda, acesso a serviços e inclusão produtiva, é preciso tornar visíveis e valorizar dimensões da pessoa e do universo afro-brasileiro que desempenham papel decisivo na conquista da autonomia.

Todos somos humanos, e a resistência aos processos desumanizadores do racismo é, de longe, a maior contribuição dos negros à cultura brasileira.

* LUIZA BAIRROS é ministra da Secretaria de Políticas de Promoção da Igualdade Racial da Presidência da República.

09/05/2011

Fez-se vingança, não justiça internacional!

Alguém precisa ser inimigo de si mesmo e contrário aos valores humanitários mínimos se aprovasse o nefasto crime do terrorismo da Al Qaeda do 11 de setembro de 2001 em Nova Iorque. Mas é por todos os títulos inaceitável que um Estado, militarmente o mais poderoso do mundo, para responder ao terrorismo se tenha transformado ele mesmo num Estado terrorista.

Foi o que fez Bush, limitando a democracia e suspendendo a vigência incondicional de alguns direitos, que eram apanágio do pais. Fez mais, conduziu duas guerras, contra o Afeganistão e contra o Iraque, onde devastou uma das culturas mais antigas da humanidade na qual foram mortos mais de cem mil pessoas e mais de um milhão de deslocados.

Cabe renovar a pergunta que quase a ninguém interessa colocar: por que se produziram tais atos terroristas?

O bispo Robert Bowman de Melbourne Beach, da Flórida, que fora anteriormente piloto de caças militares durante a guerra do Vietnã, respondeu, claramente, no National Catholic Reporter, numa carta aberta ao Presidente:

”Somos alvo de terroristas porque, em boa parte no mundo, nosso Governo defende a ditadura, a escravidão e a exploração humana. Somos alvos de terroristas porque nos odeiam. E nos odeiam porque nosso Governo faz coisas odiosas”.
 
Não disse outra coisa Richard Clarke, responsável contra o terrorismo da Casa Branca numa entrevista a Jorge Pontual emitida pela Globonews de 28/02/2010 e repetida no dia 03/05/2011. Havia advertido à CIA e ao Presidente Bush que um ataque da Al Qaeda era iminente em Nova York. Não lhe deram ouvidos. Logo em seguida ocorreu, o que o encheu de raiva. Essa raiva aumentou contra o Governo quando viu que com mentiras e falsidades Bush, por pura vontade imperial de manter a hegemonia mundial, decretou uma guerra contra o Iraque que não tinha conexão nenhuma com o 11 de setembro. A raiva chegou a um ponto que, por saúde e decência, se demitiu do cargo.
 
Mais contundente foi Chalmers Johnson, um dos principais analistas da CIA também numa entrevista ao mesmo jornalista no dia 2 de maio do corrente ano na Globonews. Conheceu por dentro os malefícios que as mais de 800 bases militares norte-americanas produzem, espalhadas pelo mundo todo, pois evocam raiva e revolta nas populações, caldo para o terrorismo. Cita o livro de Eduardo Galeano “As veias abertas da América Latina” para ilustrar as barbaridades que os órgãos de Inteligência norte-americanos por aqui fizeram. Denuncia o caráter imperial dos Governos, fundado no uso da inteligiência que recomenda golpes de Estado, organiza assassinato de líderes e ensina a torturar. Em protesto, se demitiu e foi ser professor de história na Universidade da Califórnia. Escreveu três tomos “Blowback” (retaliação) onde previa, por poucos meses de antecedência, as retaliações contra a prepotência norte-americana no mundo. Foi tido como o profeta de 11 de setembro.

Este é o pano de fundo para entendermos a atual situação que culminou com a execução criminosa de Osama Bin Laden.
 
Os órgãos de inteligência norte-americanos são uns fracassados. Por dez anos vasculharam o mundo para caçar Bin Laden. Nada conseguiram. Só usando um método imoral, a tortura de um mensageiro de Bin Laden, conseguiram chegar ao seu esconderijo. Portanto, não tiveram mérito próprio nenhum.
Tudo nessa caçada está sob o signo da imoralidade, da vergonha e do crime.
 
Primeiramente, o Presidente Barak Obama, como se fosse um “deus”, determinou a execução/matança de Bin Laden. Isso vai contra o princípio ético universal de “não matar” e dos acordos internacionais que prescrevem a prisão, o julgamento e a punição do acusado. Assim se fez com Hussein do Iraque, com os criminosos nazistas em Nürenberg, com Eichmann em Israel e com outros acusados. Com Bin Laden se preferiu a execução intencionada, crime pelo qual Barak Obama deverá um dia responder. Depois, se invadiu território do Paquistão, sem qualquer aviso prévio da operação. Em seguida, se sequestrou o cadáver e o lançaram ao mar, crime contra a piedade familiar, direito que cada família tem de enterrar seus mortos, criminosos ou não, pois por piores que sejam, nunca deixam de ser humanos.
 
Não se fez justiça. Praticou-se a vingança, sempre condenável. ”Minha é a vingança” diz o Deus das escrituras das três religiões abraâmicas. Agora estaremos sob o poder de um Imperador sobre quem pesa a acusação de assassinato. E a necrofilia das multidões nos diminui e nos envergonha a todos.

Leonardo Boff é autor, entre muitos outros, de Fundamentalismo, terrorismo, religião e paz, Vozes 2009