20 de jan de 2011

20 de Janeiro, dia de S. Sebastião, padroeiro da cidade


Rei D. Sebastião


Estácio de Sá foi o fundador da Cidade do Rio de Janeiro, em 1º de março de 1565. O objetivo da fundação foi dar início à expulsão dos franceses que já estavam na área há 10 anos. O nome da cidade foi escolhido para homenagear o Rei de Portugal, D. Sebastião, nascido a 20 de Janeiro de 1544 e morto em 4 de Agosto de 1578, lutando contra os "infieis" na batalha de Alcácer Quibir.
D Sebastião, por sua vez, recebeu este nome por ter nascido no dia de S. Sebastião. 
Jornal do Brasil on line  em 20/01/2011 por Dom Orani João Tempesta, O. Cist.
São Sebastiao
"O padroeiro da cidade e da arquidiocese do Rio de Janeiro nasceu em Narbona, então pertencente ao Império Romano, particularmente situada no sul da França, antiga província das Gálias. Os cristãos eram perseguidos como inimigos do Império Romano pelo fato de não adorarem os deuses pagãos. Todos os que adotassem o caminho cristão seriam aprisionados e lhes eram confiscados os seus bens. Nesse cenário, a mãe de Sebastião, sendo cristã, transmitiu ao filho o dom da fé cristã, incutindo nele os valores do Evangelho de Jesus Cristo. Ela lhe transmitiu uma fé viva e verdadeira, que o comprometia em tudo e sempre. 
No contexto das perseguições das autoridades do Império Romano, no ano de 303, para com os cristãos, Sebastião, oficial, sempre tomava a defesa de seus irmãos na fé.  Sebastião, logo que chegou a Roma, foi promovido a oficial do Exército Romano, dando-lhe a patente de comandante dos pretorianos, guardas pessoais do imperador. Nesse período São Sebastião trabalhava na corte. Enquanto isso, ajudava seus irmãos na fé, encorajando-os a perseverarem diante das dificuldades, sendo por isso chamado de “auxílio dos cristãos”.
São Sebastião, depois de um certo tempo, foi denunciado ao prefeito de Roma e ao imperador, e a sua liberdade representava um perigo à ordem estatal. Em vista da confissão de São Sebastião, o imperador ordenou que o amarrassem a uma árvore, num bosque dedicado ao deus Apolo. Que o crivassem de flechas, mas não atingissem seus órgãos vitais, para que morresse lentamente. Assim foi feito! Com a perda de sangue e a quantidade de feridas, Sebastião desmaiou. Julgando-o morto, os flecheiros retiraram-se. Muitos cristãos, discípulos de Jesus pela catequese de Sebastião, que haviam preparado o necessário para o enterro, foram buscar o corpo. Qual não foi a surpresa daqueles cristãos quando perceberam que Sebastião respirava ainda. Estava vivo! Levaram-no à casa da matrona Irene, esposa do mártir Caustulo, e, com muito cuidado, foram curando-lhe as feridas.
Recuperado de suas feridas, São Sebastião resolveu continuar dando testemunho de Cristo. O imperador romano, no dia 20 de janeiro, consagrado à divindade do imperador, saiu em grande cortejo de seu palácio e dirigiu-se ao templo do deus Hércules. Quem desejasse pedir alguma graça ou apresentar alguma queixa poderia fazê-lo nesta ocasião, diante do soberano. O soldado Sebastião, com toda a dignidade que sempre o distinguiu e cheio do Espírito Santo, apresentou-se diante do imperador e reprovou-lhe o comportamento em relação à Igreja. O imperador ficou estarrecido ao reconhecer naquela pálida figura a pessoa de seu antigo oficial, que julgava morto. Tomado de ódio, ordenou aos guardas que o executassem ali, em sua presença e na presença de todos. O imperador ordenou, então, que o cadáver do ex-oficial que julgava traidor fosse jogado no esgoto da cidade e, assim, seria apagada para sempre a sua memória."


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