12 de fev de 2011

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Pressionado pelo povo, Mubarak renuncia ao poder no Egito

Sex, 11 Fev, 02h37
Por Redação Yahoo! Brasil

Um dia após anunciar o "fico" em pronunciamento à TV estatal, o presidente do Egito, Hosni Mubark, renunciou ao cargo nesta sexta-feira. Ele estava havia 30 anos no cargo. A renúncia foi anunciada pelo vice-presidente Omar Suleiman, que também deixou o governo.

Cronologia do conflito
A onda de protestos contra o ditador egípcio Hosni Mubarak no Egito eclodiu no dia 25 de janeiro. As manifestações que pedem o fim da permanência do líder no poder - que já dura 30 anos - ecoavam os protestos que haviam derrubado o líder da Tunísia duas semanas antes.

Só nos primeiros dois dias de protestos, cerca de 500 manifestantes foram presos. Segundo a ONG Human Rights Watch, 297 pessoas morreram nessas quase três semanas de conflito.

No dia 28, Mubarak demitiu todo o seu gabinete e começou a formar um novo governo. As mudanças não aplacaram os manifestantes, que continuaram a pedir a renúncia do presidente.

No dia primeiro de fevereiro pelo menos um milhão de pessoas foi às ruas, em cenas nunca vistas antes na história moderna do país, exigindo em uníssono a renúncia de Mubarak. Só na cidade do Cairo ao menos 500.000 pessoas concentraram-se na praça central Tahrir para a chamada "marcha do milhão", convocada pela oposição. Em Alexandria, a segunda maior cidade do país, de 400.000 a 500.000 pessoas foram para as ruas neste dia.
Há uma semana, Mubarak disse que gostaria de renunciar, mas que teme o caos no país caso deixe o poder. "Estou cheio. Depois de 62 anos no serviço público, eu tive o suficiente. Quero sair", afirmou à jornalista Christiane Amanpour, da rede norte-americana ABC.
Na última sexta-feira o oposicionista e ganhador do Prêmio Nobel da Paz Mohamed ElBaradei disse que poderia concorrer nas eleições presidenciais do Egito se o povo assim o pedisse, rejeitando a notícia veiculada por um jornal austríaco de que não disputaria o cargo.
Durante a crise o governo interrompeu o acesso à internet e o sinal de telefones celulares para tentar atrapalhar os planos dos manifestantes.
Com informações da Agência Reuters

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2 comentários:

  1. Olá, Professora!

    Após 30 anos na presidência do Egito, ditador Hosni Mubarak renuncia ao poder. Mubarak governou o Egito de 1981 a 2011. Desde o dia 25 de janeiro, que o povo egípcio lutava pela saída de Mubarak. Foram 18 dias de intensos manifestos e confrontos com o governo de Mubarak. A exemplo do que ocorreu na Tunísia, o Egito se libertou da tirania, da subserviência e da opressão. A crise no Egito, talvez, incite manifestações por liberdade no Oriente Médio.

    O que ocorreu no Egito foi a vitória do povo, dos movimentos populares. Um exemplo de soberania popular. A "Revolução do Nilo" é sinônimo da altivez do povo egípcio. O dia 11 de fevereiro de 20011 ficará para sempre na memória da sociedade egípcia, pois a partir desta data a história do povo árabe não será a mesma. Agora, resta ao Egito após o processo de transição provar que pode ser um país democrático. Ao longo de três décadas de governo, Mubarak contabiliza uma furtuna avaliada em 70 bilhões de dólares. Porém, deixa um país com altos índices de corrupção, desemprego e desigualdades sociais.

    Para o cientista político e professor de relações internacionais na ESPM (Escola Superior de Propaganda e Marketing), Heni Ozi Cukier, “Um novo processo será iniciado e temos que esperar pelo resultado desse processo. A grande questão é saber se o Egito conseguirá estabelecer uma democracia, se a imprensa será livre ou será comandado por um grupo radical islâmico. Isso é o que vai dizer se isso foi ou não uma vitória”, diz o professor. (uol.com.br)

    Apesar de aliado histórico dos Estados Unidos, o Egito deu uma demonstração da força política de seu povo, gesto nobre e magnânimo.

    Viva o povo egípcio, Viva o povo árabe!!!

    Prof. Lima Júnior

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  2. É isso aí! Foi uma luta árdua e vitoriosa contra a opressão. Esperamos que depois desse episódio o povo egípcio encontre o seu caminho e seja mais feliz.
    Um fraternal abraço!

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